5 perguntas: Rodrigo Suricato

Músico e compositor lança o disco 'Na Mão as Flores'

 

 

Até chegar aos vocais do Barão Vermelho, posto por onde passaram Cazuza e Frejat, o músico e cantor Rodrigo Suricato rodou bastante pelos palcos. Lançou single com Lulu Santos, abriu turnês de Nando Reis, gravou DVD com Moska, tocou com Tiago Iorc e ainda manteve a sua banda na ativa. Isso só para citar alguns trabalhos.

 

Com o grupo Suricato ele lançou dois discos: 'Pra Sempre Primavera' (2011) e 'Sol-te' (2014). Agora ele lança o terceiro, 'Na Mão as Flores', em um trabalho onde ele é o que se chama de one man band: Suricato compôs, arranjou e tocou todos os instrumentos das 12 músicas do álbum.

 

São 11 faixas autorais e uma regravação, 'Como Nossos Pais', de Belchior. Aproveitando o lançamento - que precede o novo disco de inéditas do Barão Vermelho, que sai em agosto -, o Azoofa bateu um papo com o músico.

 

A gente pode considerar esse como o seu primeiro disco solo?


Rodrigo Suricato - Suricato é o nome do meu projeto solo. Como Bon Iver é o Justin Vernon, Foo Fighters o Dave Grohl, Bon Jovi o Jon Bon Jovi, Letrux a Letícia e Engenheiros do Hawaii o Humberto Gessinger. Solo eu sempre fui, sozinho, somente agora. Nunca tive dificuldades de me expressar dentro da minha casa. Esse é mais um disco que cuido desde a parte conceitual até os arranjos e composições. O primeiro que optei em ser minha própria banda. É natural a confusão, mas tenho a vida inteira para elucidar.

 

Fazer um disco compondo e tocando tudo era um desafio, um desejo ou uma necessidade?


Rodrigo - Acho que é o que todo artista que produz, canta e toca gostaria de se dar de presente. A gravadora me deu carta branca. Não foi planejado, ainda iria gravar um disco com banda antes desse. Mas como atrasou resolvi arregaçar as mangas e fazer eu mesmo com uma enorme e imensurável contribuição do meu amigo Marco Vasconcellos. Vivo um momento de autodescoberta muito bonito, faço análise. Nela me encontrei e não me solto nunca mais.

 

O título 'Na mão as flores' remete a um momento mais calmo, sereno... É um disco sobre amor?


Rodrigo - Sim. Mas sobre amor à vida e a necessidade de nos aperfeiçoarmos para além do que somos. Em tempos de arminhas com os dedos trago na mão as flores. É um ato de coragem doar sem medo o melhor de si num mundo como o de hoje.

 

'Como Nossos Pais' é a única faixa não autoral do disco. Por que a escolha?


Rodrigo - Mesmo sendo um clássico, ela só bateu forte em mim há dois anos. Belchior era fã de blues como eu. O contexto político social a tornou urgente no meu repertório - como pode ser ainda tão atual? Também faltava uma de guitarra no disco, além de possuir uma das frases mais lindas da história: "qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa". É sobre a vida meu maior interesse e minha arte é uma ferramenta para desfrutá-la com plenitude.

 

Você se divide na carreira solo, no Barão, tocando com outros artistas... O trabalho solo é condição pra você tocar todos esses projetos?


Rodrigo - Eu não consigo ser mais ou menos feliz no que escolhi fazer da vida. Suricato é uma condição de vida. Não faço mais shows com outros artistas, não me vejo mais no fundo escuro do palco. Mas ainda tenho muito tesão em gravar no disco de outras pessoas, amo estúdio. Tenho o melhor dos dois mundos, um lugar solitário e outro coletivo com o Barão. Ser o que sou virou um caminho irreversível.

 

Quem escreveu
Andréia Martins

É jornalista, trabalhou com edição e reportagem nos portais Vírgula, Globo.com e UOL cobrindo música, política e internacional. Hoje segue na redação e também é editora do Roteiros Literários, sobre literatura e viagem, e do blog Quadrinhas, sobre quadrinhos feitos por e sobre mulheres.

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