O Artista em Processo: Luiz Gabriel Lopes

03/09/2019


(Téo Nicácio) 

 

Luiz Gabriel Lopes fala comigo enquanto barulhos surgem por trás de sua voz. Às vezes esses ruídos me soam como o acelerar de um ônibus, às vezes tem a sonoridade do fluxo de um rio, em alguns momentos outras vozes aparecem e, em certos momentos, tudo é silêncio. Luiz Gabriel Lopes está em movimento - Luiz Gabriel sempre está em movimento

 

Por acaso eu sei a sua localização naquele momento - a capital portuguesa Lisboa, onde ele vive desde março deste ano -, mas seria tranquilamente plausível imaginá-lo respondendo às minhas perguntas enquanto caminha por uma comunidade indígena, por montanhas da Indonésia ou pelas ruas de Belo Horizonte. 

 

Este artista crescido na pequena Entre Rios (MG) e nascido em 1986 certamente não encontrou tédio desde que decidiu se dedicar de forma profissional à música, há mais de uma década. Junto a outros mineiros, formou o Graveola em 2008, com quem lançou 5 discos, 1 EP e fez dezenas de shows pelo Brasil e pelo mundo. Em 2010, estreou solo com o álbum "Passando Portas", e depois trouxe "Fazedor de Rios (2015) e "MANA" (2017). Em 2012, junto com Jennifer Souza, criou a Mostra Cantautores, um dos festivais mais importantes do Brasil, com sete edições até aqui. E já compôs com meio mundo da música brasileira: Luiza Brina, Ava Rocha, Ian Ramil, Sérgio Pererê, Dea Trancoso, Flavio Tris, Arthur Nogueira, Teago Oliveira, dentre outros.


Mas é possível pensar que 2019 seja um ano realmente emocionante para ele. Em fevereiro, Luiz Gabriel anunciou que estava de saída do Graveola, tudo num clima amigável e que teve até show de despedida. Em março, mudou-se temporariamente para Lisboa (POR), onde faz residência artística na Fábrica Braço de Prata. E, em setembro, lança o primeiro disco do Rosa Neon, grupo que ele formou no ano passado com Marina Sena, Mariana Cavanellas e Marcelo Tofani. O quarteto vem lançando clipe atrás de clipe há meses e tornou-se uma das sensações da música contemporânea feita no Brasil. Depois de uma rápida passagem pela Alemanha e por Portugal, os shows da turnê nacional começam em outubro. 


O som da rua por debaixo de sua voz ao telefone é uma consequência natural do seu movimento. A música de Luiz Gabriel também é uma consequência natural do seu movimento. "A minha música é o reflexo desse processo de se surpreender sempre", diz ele, que nesta conversa com Eduardo Lemos também reflete sobre seus processos criativos, o que é ser músico na era da internet (e o que vem depois dela) e a certeza de que nunca esteve tão perto de seu propósito nesta vida.  



 (Divulgação)

 

Do que trata a última música que você compôs? E do que tratava a primeira?


Depois de um longo período de estio, em que estive mais quieto e observativo, nas últimas semanas pintaram algumas músicas. A última que eu fiz e ainda estou fazendo, o nome dela será "O que eu quero pro mundo", que já diz muito diretamente do que se trata né? É uma espécie de oração, de verbalização de alguns desejos que eu quero muito ver se materializando na nossa vida cotidiana. Coisas de um âmbito bem geral da existência do homem sobre a terra e das relações. Tem um verso que fala: "quero crer na força da sensibilidade humana / confiar que se respeitarão todas as diferenças". 


E do que tratava a primeira… eu acho que não sei dizer, eu componho desde muito novo. A primeira vez que eu falei "acho que fiz uma música", eu devia ter uns 10 ou 11 anos. Certamente era mais uma tentativa ou uma cópia de alguma coisa. Nessa época, eu era muito inspirado pela coisa do rock e do rockstar, daquele cara desajeitado e socialmente desajustado, porém genial e que expressava sentimentos que falavam com muita gente. Uma coisa meio ligada ao rock dos anos 80 no Brasil, tipo Renato Russo, Cazuza, a galera punk de Brasília. Eu tentava ou queria emular alguma coisa nesse lugar.


Acho que a primeira música que eu fiz mesmo deve ter sido algo em torno de "minha namoradinha me deu um pé na bunda e eu fiquei triste", uma carta de fossa, alguma coisa assim (risos). 


Este ano você anunciou a saída do Graveola, mas firmou o Rosa Neon como uma das maiores novidades da música brasileira atual, estreou um projeto com o português Edgar Valente (o Aiê) e devagarinho vai desenhando teu novo disco solo. Como artista e especialmente como compositor, o que você exercita de diferente em cada um desses projetos?


Sou um artista brasileiro que não vem de uma família de artistas, que não tem um caminho pavimentado previamente. Desde início sou eu por mim mesmo, e os grupos com os quais eu me alinho é na base do do it yourself e do it together, quebrando mato a partir de uma vontade, desejo e intuição que vibra no meu coração. E eu acho que a capacidade de se movimentar e de se transformar, essa característica mutante do processo artístico, pra mim é o combustível principal e sem ele não consigo ver sentido em nada. Não tenho o menor interesse de desempenhar um papel para cumprir a expectativa de alguém ou de um público. Eu sempre tento dosar muito bem as impressões das pessoas, críticas ou elogios, tento não me identificar muito porque eu sei que tem uma coisa no caminho da música e da arte que tem que ser um pouco solitário, no melhor dos sentidos; não no sentido do egoísmo, mas no sentido do mergulho. E eu acho que a partir dessa consciência cria-se um território ético e de comportamento que é esse da transformação e do caminho que se faz enquanto você caminha. Eu tenho muita clareza de que dentro de mim moram muitas vozes que se expressam às vezes em diferentes trabalhos, em diferentes propostas. O meu objetivo é conseguir esculpir isso de uma maneira digna e com consistência, com verdade e com presença de espírito. 


Recentemente você passou um mês com os Huin Kuin numa imersão de troca de saberes musicais. Como foi essa experiência e que tipo de efeitos ela teve em você como compositor?


A conexão com a floresta e com os Huin Kuin especialmente, que é a comunidade com quem eu tenho tido uma troca mais intensa nesses últimos anos, tem a ver com vários sincronias muito maravilhosas na minha vida, ou coincidências que não são coincidências, caminhos que gradualmente foram se abrindo e que só depois você vai perceber que eles tem a ver com algo maior. 


Desde a faculdade eu já tinha uma curiosidade muito grande sobre as populações indígenas no Brasil, muitos amigos eram da antropologia e do campo indigenista, mas nunca tinha me aproximado de uma maneira mais frontal. Com o passar dos anos, veio a experiência do ayuhasca, que está na minha vida já há alguns anos de maneira bastante sutil e gradual. E os Huin Kuin são um dos povos guardiões da ayuhasca na Amazônia, e foi assim que se deu meu primeiro contato com eles. Fiquei muito maravilhado em ver o universo de conhecimento, a imensa literatura e tradição que existe no que diz respeito à medicina, de cura, de arte, de mitologia, ética, estética, política. É muito impressionante e interessante cair essa ficha de que os povos indígenas de fato são guardiões de um conhecimento muito profundo, e que a gente precisa muito deles, especialmente quem está na cidade e não tem acesso a isso. Eu venho desse lugar também e estou transformando minha percepção a partir desse contato com os txais. 


Um dia fui convidado para participar de um projeto aprovado pelo Rumos Itaú Cultural, uma residência artística misturando músicos da cidade e músicos indígenas, em parceria com um grupo de artistas indígenas jovens, que é o grupo Kayatibu, lá de Jordão (AC). Fui junto a outros dois músicos, para basicamente conviver, trocar saberes e gravar coisas. Ficamos 2 semanas imersos, trabalhando muito intensamente todos os dias. A gente montou um estúdio lá na comunidade e botamos a galera pra tocar. Foi um trabalho incrível que está gerando frutos lindíssimos. Tem uma página no Instagram e Facebook que é o Encontro Mimawai e que vai começar a lançar alguns videoclipes que foram gravados pela equipe de vídeo. 


Foi uma experiência muito forte e muito marcante na minha vida que eu ainda hoje tô processando. Me trouxe um senso de pertencimento e uma percepção da importância de se fazer essa aliança com eles, de maneira humilde e de servidão à uma causa que é muito grande, que é a preservação da natureza, do meio ambiente, da floresta, mas também do campo do conhecimento, da arte, da medicina e tecnologia deles. (E da magia. Eu fico impressionado como eles são magos mesmo. Uma consciência do poder mágico da realidade. Eu tinha esquecido disso). 


Uma coisa que eles ensinam é a disposição de aprendiz, de se colocar humilde diante das coisas e interessado na história e nas referências do outro. Apesar de toda a riqueza que eles tem, não são nem um pouco arrogantes ou desinteressados com o nosso mundo - ao contrário. 


Eu não saberia nem dizer como esse processo influencia de volta na minha música, a não ser na minha própria vida. A minha música é o reflexo desse processo de se surpreender sempre. Eu me sinto profundamente emocionado, sensibilizado e inspirado pelo privilégio que tem sido estar em contato com eles. 


 

Às vezes tenho a sensação de que tudo já foi feito na música. Você vê espaço pra uma revolução na forma de criar, compor, cantar, se apresentar? Ou os desafios do artista contemporâneo agora são outros?


Cara, eu confesso que essa é uma pira que eu nunca tive. A preocupação com a originalidade, digo no sentido de como combinar os parâmetros clássicos da criação musical: melodia, harmonia, forma e letra. Eu sou um grande entusiasta das formas clássicas, sinto que elas tem importância muito grande na atmosfera simbólica do nosso mundo social e da cultura. Acho que o Wisnik fala num texto algo do tipo "a canção com uma espécie de fotossíntese do oxigênio simbólico do planeta". Sempre vai ter alguém fazendo aquela canção de amor usando La Menor, Sol, Fá e Mi, sacou? (risos). Eu acho do caralho! Eu acho super válido e importante. 


É claro que eu também valorizo e me interesso por esses criadores cuja missão é justamente o de forçar os limites desse material, e de alguma forma provocar outras nuances e possibilidades. Eu me vejo num lugar no meio dessas duas coisas, porque talvez eu reconheça a impermanência do meu gesto criativo como grande traço definidor da minha personalidade artística. Mais do que a filiação a um lado ou outro, sabe? Tipo, "eu tô interessado em repetir tudo que já foi feito com uma cara nova" ou "tô interessado em explodir tudo que já foi feito?". Nenhum dos dois. É algo no meio do caminho. Eu tenho estômago de avestruz pra tudo que é bom. Eu sou um curioso em relação à música. E acho que a música é muito mais do que um jogo de originalidades. A música é um combustível mágico, e é isso que me interessa.


O Napster foi fundado em 1999, ou seja, temos exatos 20 anos em que a internet presta relevantes serviços à música. Ela tem tido um papel importante, agora, na política. Como você enxerga o meio digital? 


Eu nasci em 1986 e venho de uma geração que não tinha internet na infância, mas que na adolescência viu ela explodir. Me lembro da gente lá em Entre Rios (MG), início dos anos 90, uma vizinha que tinha internet discada e a gente às vezes ia pra lá de noite pra ficar no bate papo do UOL. Era aquela coisa mágica, "nossa, tem alguém lá do outro lado!". Na faculdade, na UFMG, em Belo Horizonte, a internet aflorou e influenciou muito o próprio percurso do Graveola, que foi minha porta de entrada pra esse mundo profissional da música. Tinha o Myspace, uma plataforma de revolução pra gente, porque possibilitou o contato com o público e com os artistas. Eu sou um entusiasta, vejo o lado bom da internet pra caralho. Apesar de achar que a gente tá muito ferrado nesse momento, porque a estupidez se apropriou da internet de maneira maligna. A falta de educação, problema eterno do país, contribui muito pra isso. Acho que ela ainda é o presente e ainda é o futuro, e precisamos usá-la de maneira inteligente, sem medo e sem um discurso anti-tecnologia, que eu acho muito descabido. 


Pra música, existe algo depois da internet?


Eu acho que sim, e é a volta pro ponto zero, pro olho no olho. Fazer show, circular, criar demanda real de público, vínculo, afeto, calor humano. Sair um pouco da internet, da dispersão que causa os números e as visualizações, e ir em busca do contato humano. Isso é uma coisa que eu tenho me dedicado bastante nos últimos anos por conta de circular muito sozinho. Apesar de todas as dificuldades de estrutura que existem, especialmente no Brasil, acho que tem caminhos interessantes. A partir de 2015, por exemplo, eu tive um contato mais intenso com pessoas que não são necessariamente produtores de eventos, mas que se dispõem a organizar shows menores. Naquele ano, fiz o crowdfunding do meu disco "O Fazedor de Rios" e pessoas de diversos lugares do Brasil compraram a recompensa do show. E eu ia me apresentar às vezes pra 20 ou 30 pessoas. Eu acredito muito nessa reinvenção da produção cultural. E acho que é necessário que as pessoas saiam da passividade do ouvinte e se coloquem em serviço para promover oportunidades para aqueles artistas que estão fora dos grandes circuitos e dos grandes eventos. 

 

Atualmente você passa uma temporada em Portugal. Como começou essa história?


Minha história com Portugal começou há 9 anos. Sempre que venho, acabam sendo temporadas de 2 ou 3 meses. Dessa vez, estou há 6 meses numa residência artística na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, um espaço incrível onde acontecem muitas trocas e muitos encontros. Tem sido uma experiência muito importante poder mergulhar num processo de aprendizado e de estudo, fazendo a programação e a curadoria de shows e criando projetos. 


Como é essa experiência de estar "do outro lado do balcão?" 


Eu acho que a minha inquietude como artista, de não ter paciência de esperar que os outros façam algo que eu também poderia fazer para transformar a realidade do circuito, me abriu as portas para o universo da programação e da curadoria. Há 7 anos criei a Mostra Cantautores, em Belo Horizonte, junto com a Jennifer Souza [cantora e compositora mineira]. A gente resolveu colocar a mão na massa para promover uma transformação concreta na cena, principalmente ligada à escuta e à contemplação mais focada, distante do ambiente do entretenimento e da festinha. Sou muito interessado na potência da escuta como ferramenta política e espiritual e de transformação da nossa realidade em muitos âmbitos. 


Eu gosto de estar neste lado da curadoria e da programação porque acho que tenho conhecimento de causa e prático pra fazer esse exercício. E ao mesmo tempo é algo que a gente sempre tá aprendendo. Na Mostra, por exemplo, a construção da curadoria é sempre junto a outros artistas. Partimos do conceito de que nada melhor do que os próprios artistas para construírem uma programação para um festival de compositores. Acho que é necessário introduzir novas maneiras de pensar a música num campo que, às vezes, é pautado por interesses muito diferentes dos que a gente considera centrais.

 


Estar temporariamente distante do Brasil te ajuda a entender como é que nós viemos parar num governo de ultra direita?


Quando estou aqui, me acostumei a colocar em perspectiva o meu lugar de origem. E daqui só se reforça a coisa da educação como ponto central da reestruturação do país. No caso do Brasil, é uma lacuna que permanece e nos traz até aqui, até a eleição de um imbecil completo, um estúpido, um espelho do que há de pior na nossa identidade, movido por um discurso de ódio super publicitário e popular, por mais absurdo que isso possa parecer. O que me dá um certo desânimo - e até uma dificuldade pra vislumbrar quando esse período vai acabar - é perceber que o processo de reparação necessariamente tem um tempo mais lento e dilatado. É o tempo da dor. É o tempo no qual a destruição se faz, fica clara e aí finalmente alguns setores da sociedade resolvem dar as mãos e fazer um pacto por um novo caminho. Eu faço votos sinceros de que isso não demore a se dar no Brasil. Acredito muito no poder do encontro, acredito muito na rapaziada. Acho que a gente é foda, o Brasil é foda, inacreditavelmente foda, em muitos aspectos. E o que falta pra gente se empoderar dessa grande capacidade de beleza e abundância talvez seja a união dos setores progressistas. Acho que a única coisa boa que desse período que estamos vivendo é que ele explicita os monstros e as sombras mais profundos e perversos. Temos que encontrar um caminho a partir disso.


Nunca vi alguém se conectar com tantos lugares/projetos e pessoas. Cê sente que a tua força é a capacidade de se movimentar? O que é o movimento pra você?


Eu acho que sim. Existe muito da minha força que está em estabelecer encontros, diálogos, conexões, movimentações de energia que expandem o campo de ação de todos os envolvidos. Tem aquela coisa do "enlaçador de mundos". Eu já recebi essa informação arquetípica através de vários sistemas, que falam do "homem-ponte", a pessoa que cria pontes. Pros Huin Kuin meu nome é Dua Yube, que é "o pássaro jiboia". Tem a ver com essa coisa do mensageiro, desse personagem que viaja, volta e conecta. Eu sinto que há pouco tempo tenho me conscientizado melhor dessa minha característica, e com isso consegui potencializar e criar mais coisas. Tô com 33 anos e faz mais de 15 anos que estou trabalhando com música, construindo essa história de me transformar a partir dos encontros, parcerias, conversas… E tô muito grato, sabe? É algo muito bonito e muito sagrado na vida de uma pessoa se encontrar com seu propósito.   

 


É preciso ser meio obsessivo pela sua própria arte pra que a coisa aconteça de verdade?


Não sei se obsessivo é uma boa palavra porque quase sempre ela tem uma conotação um pouco negativa, obsessão pode ser algo que cega. Eu diria "persistente", talvez. Você tem que ter certeza daquilo. É aquela coisa do Rilke, né? Se você não tiver que escrever pra viver, você não tem que escrever. Tem que ser uma coisa de dentro da vida da pessoa, que move ela enquanto necessidade básica de autoconhecimento, de expressão, de performance no mundo. Desde novo eu me entendo no mundo a partir da lente da música, da arte e da criação. Mas há momentos de incertezas. A vida prática impõe muitos obstáculos, principalmente no Brasil, que é um país que não valoriza profissionalmente a arte e a música. Mas eu acho que com força, com fé e na maciota, devagarzinho, tem pra todo mundo. É só acreditar, se colocar à serviço e se dar ao trabalho. 


Você consegue sondar seu inconsciente e me dizer por que você faz música? 


Eu acho que a vida me trouxe a música como uma missão e um lugar para me desenvolver e para sensibilizar as pessoas. Eu tenho muito interesse em outras áreas da arte, como a escrita e o cinema, e quem sabe futuramente possa desenvolver coisas ali também. Mas a música - e a criação - me proporciona um propósito. Eu acho que se a gente estiver conectado com nosso propósito, tudo vai melhorar e as coisas vão melhorar pra todo mundo também. Eu acho que é pra isso que a gente tá nesse planeta.

 

*

 

Leia as outras entrevistas da série O Artista em Processo: 

 

Kalaf Epalanga

Tiê 

Rodrigo Campos

Fantastic Negrito

Erlend Oye

Letrux 

Mallu Magalhães 

Tim Bernardes

 

Quem escreveu
Eduardo Lemos

Jornalista, é sócio da Navegar Comunicação e Cultura, agência que atende clientes como Os Paralamas do Sucesso, Mostra Cantautores, Luiz Gabriel Lopes e Cao Laru. É idealizador do festival Navegar Noites Musicais, cuja primeira edição aconteceu em 2017, em Paraty, e do projeto Nick Drake: Lua Rosa, em homenagem ao músico inglês.

Outras matérias e entrevistas